Do UOL

Uma semana após afirmar que “com certeza” retiraria as câmeras das fardas de policiais militares caso eleito, o candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) recuou e disse hoje que irá reavaliar a política e conversar com especialistas.
O ex-ministro da Infraestrutura afirmou considerar que a câmera atrapalha a produtividade dos policiais, mas reconheceu que essa é uma percepção pessoal e que vai avaliar o tema com as forças de segurança caso ganhe a eleição.
A declaração foi dada após a participação dele em cerimônia do 52º aniversário da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, na região central da capital paulista. “Considero que hoje a câmera inibe o policial, acho que ela tem atrapalhado a produtividade, mas isso é uma percepção. O que a gente vai fazer caso seja eleito? Chamar as forças de segurança e avaliar do ponto de vista técnico a efetividade ou não e o aperfeiçoamento da política pública“, disse.
“Não existe política pública que não possa ser reanalisada, que não possa sofrer melhorias. Ou a gente reavaliando que isso está atrapalhando de maneira importante a produtividade, retirar. Mas isso é uma coisa que a gente vai discutir em conjunto com especialistas“, continuou.
Na sexta-feira passada, em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o candidato havia dito que “com certeza” iria retirar as câmeras caso seja eleito governador.
“A turma [os policiais] tem que perceber que o Estado está do lado dele, é por isso que eu tive uma postura muito crítica com relação às câmeras. O que representa a câmera? É uma situação de deixar o policial em desvantagem em relação ao bandido. Com certeza [vou tirar]“, declarou na ocasião.