
Em cerimônia realizada na última quarta-feira (11), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do anúncio de um amplo pacote de investimentos para modernizar a infraestrutura aeroportuária brasileira. O evento contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus.
O plano prevê um aporte total de R$ 9,2 bilhões em aeroportos de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais. Desse montante, R$ 6,2 bilhões serão destinados ao bloco de 11 aeroportos arrematados na última rodada de concessões, com financiamento de R$ 4,6 bilhões por meio do BNDES, dentro das ações do Novo PAC.
Congonhas no centro da estratégia
O maior volume de recursos — R$ 2,6 bilhões — será aplicado no Aeroporto de Congonhas. O projeto prevê ampliação do terminal de passageiros para 135 mil metros quadrados, aumento das pontes de embarque de 12 para 19, modernização dos pátios e expansão da área comercial. A previsão é que as obras sejam concluídas até junho de 2028.
A iniciativa busca enfrentar a saturação histórica do terminal paulista, considerado peça-chave da malha aérea doméstica.
Interiorização e expansão da capacidade
Além de Congonhas, outros dez aeroportos administrados pela Aena receberão melhorias com conclusão prevista para 2026: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA).
Com os investimentos, a capacidade anual desses terminais deve saltar de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros, fortalecendo a aviação regional e ampliando a conexão entre o interior e os grandes centros econômicos.
Silvio Costa Filho destacou que o governo executa o maior programa de aviação regional da história, defendendo equilíbrio entre investimentos nos grandes polos e no interior do país. Já Mercadante ressaltou o papel do BNDES como indutor do crescimento, afirmando que as novas modalidades de crédito impulsionam um ciclo de expansão da infraestrutura nacional.
Santiago Yus classificou o momento como histórico e reafirmou o compromisso de longo prazo da empresa espanhola com o Brasil, responsável hoje por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.
