
Governadores com perfis políticos mais à esquerda comandam 8 dos 10 Estados com as maiores taxas de mortes violentas do país em 2025. O dado faz parte de um levantamento do site Poder360, com base em informações oficiais do Ministério da Justiça, que considera registros de homicídios, feminicídios, latrocínios e mortes decorrentes de lesão corporal.
O Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), lidera o ranking nacional da violência, com uma taxa de 32,6 mortes a cada 100 mil habitantes no ano passado. Pernambuco aparece na segunda colocação, com 31,6 mortes por 100 mil habitantes, sob a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), que tem perfil mais ao centro. Em terceiro lugar está Alagoas, governado por Paulo Dantas (MDB), identificado por posições mais alinhadas à esquerda, com taxa de 29,4. O mesmo ocorre na Bahia, com Jerônimo de Freitas, do PT.
Apesar dos números elevados em alguns Estados, o levantamento aponta uma tendência de queda na violência em grande parte do país. De 2022 até agora, 24 unidades da Federação registraram redução nas mortes violentas por 100 mil habitantes. Entre os 10 Estados que apresentaram as maiores quedas no período, seis são governados pela direita, três pela esquerda e um pelo centro.
O recorte temporal parte de 2022, ano da última eleição geral. Os governadores eleitos assumiram os cargos em 2023 e, desde então, são responsáveis pela organização das forças de segurança e pela formulação das principais políticas públicas voltadas à área. No cenário nacional, os dados mostram que as mortes violentas vêm caindo de forma consistente desde 2021. Em 2025, foram registrados 34.086 assassinatos no país, desconsiderando mortes decorrentes de intervenções policiais.
O pico da violência no Brasil ocorreu em 2017, quando o país contabilizou 60.308 mortes violentas. Em comparação com aquele ano, a redução acumulada chega a 43,5%. Especialistas ouvidos pelo Poder360 atribuem essa queda, em parte, a tréguas entre facções criminosas e à modernização das organizações criminosas, embora ressaltem que esse movimento não ocorre de forma homogênea em todos os Estados.
